
Invernoso
a árvore só galhos
luta sem o agasalho
esparramado na terra
a sombra no avesso
sonha só
e só é promessa
a que se esconde nas raízes
obedientes e súditas
do ciclo natural.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 19h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Demanda
vasculhando o dia
ele se ofereceu pronto
e consumado
pedra e sol e refeição
algumas gotas a escorrer
dos olhos
e o relógio a desmarcar
as esperas.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 15h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Meus amigos queridos: Convido-os a conhecerem o poeta Tonho França, cujos poemas postei lá no blog da Árvore dos Poemas: http://arvoredospoemas.blogspot.com
Tonho França é um grande poeta, não é porque é meu primo e conterrâneo...rs É um nome que vai ser lembrado entre os poetas dessa geração. Podem me acreditar.
Beijos.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 09h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Código de leis
no meio da natureza
há um olho que me espreita
e eu respeito essa vigia
que me faz tremer
no frio das madrugadas,
há um saber oculto
no emaranhado dos dias
que me desafia
me desfiando as teias
porque eu_ manufatura de barro_
não discuto em causa perdida
e finjo que me satisfaço
em ser refém do tempo
e prisioneira do espaço.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 14h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Indizível
não quero falar dele
seria diminuí-lo
palavra não abrange
sentimento
não quero expressá-lo
seria cobri-lo de sombra
palavra nenhuma tem luz
suficiente para o brilho dele
não digo
não falo
só o fecho nos lábios
e o desfolho no riso.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 18h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Mostragem
de tudo, um pouco me constrói
de frios, suores, calor e lágrimas,
mas há seda e perfume
(disperso economicamente)
meu feitio tende a se dissipar
sou cantante dos contrários
e na voz que me soa rouca
entrego aos ouvintes
meu desafio
vezes a fio....
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 20h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Generosidade
Em verdade,
o poema se abre sempre
em inesgotável acolhida
e todas as auroras
nele sussurram seus pudores
assim como todas as noites
lhe confessam seus segredos
em confiança
e entrega.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 11h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

In-delírio
vivo aspergindo orvalhos nas minhas manhãs
acho indigesta a vida sem vôos
acredito piamente nas metamorfoses
não sei nada que seja incolor
e sóbria, sóbria
aponto luas na água da banheira
apago estrelas nos abajures
e falo e respondo às sombras azuis.
Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 08h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|