Blogagem coletiva- Coisas da Terra
Peço desculpas, porque pretendo deixar apenas algumas palavras,
já que, por motivos “técnicos”, não saberia fazer um post extenso.
A cidade de Guaratinguetá

Minha cidade é Guaratinguetá. Fica no Vale do Paraíba,
entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Seu nome significa em tupi-guarani “local onde abundavam garças brancas”.
O povoado de Guaratinguetá nasceu no século XVII, em 1628,
fundado por Jacques Félix e filhos. A fundação de Guaratinguetá (chamada por nós de Guará)
foi marcada pela construção da capela “erguida em palha e parede de mão”.
Hoje, localiza-se aí a Catedral de Santo Antonio, padroeiro de Guará.

Passados 21 anos, o povoado elevou-se à Vila, quando foi erigido o pelourinho.
No século XVIII, Guará tornou-se uma das principais Vilas da Capitania do Vale do Paraíba.
Foi o período do ouro e do açúcar. Houve ainda um fato de especial
significado para a cidade: o encontro, nas águas do Rio Paraíba,
pelos pescadores, da imagem enegrecida de Nossa Senhora da Conceição, Aparecida.
Ainda em Guaratinguetá, nasceu o primeiro santo brasileiro: Frei Antonio de Sant` Ana Galvão.
No século XIX, Guará atinge o apogeu do café.
Um marco desse século é a escolha de Guaratinguetá por
D. Pedro I para pernoite, em 18 de agosto de 1822, quando faz a “trilha da independência”.
Em 1844, é elevada à categoria de cidade. Em 1848, nasceu nela
Francisco de Paula Rodrigues Alves, futuro Conselheiro e Presidente do Brasil,
eleito duas vezes. O ano de 1885 marcou o auge da produção cafeeira. Mas, no século XX,
há o esgotamento das terras e Guará passa para novos focos econômicos:
pecuária, industrialização e fomento comercial. É uma nova comunidade.
No século XXI, Guará descobre seu desenvolvimento no Turismo, que encontra nos meios rurais
seus mais propícios meios, tanto pela exuberância e beleza das paisagens,
como pelos encantos da Mantiqueira, e ainda pela vida rural que se expressa no caminho para o mar.

Em Guaratinguetá, hoje, no perímetro urbano, a arquitetura e a cultura fundem o passado
e o presente: são os marcos que expressam a tradição em suas mais de 200 festas anuais
que reverenciam sua própria história.

Dora Vilela
Escrito por Dora Vilela �s 09h48
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