PARA A CRIS, QUE GOSTA DE FALAR DE AMOR...

 

Tese

 

Para entender o amor, a gente fala dele. Atenção dobrada para dentro.

Ouvidos do corpo total, aguçados, mapeando sensações.

Indagações de “porque” e exames de “se”.

Enganosa trilha. Ficam só respostas abstratas.

Por que amo esse seu jeito de franzir os olhos, quando exala a fumaça do cigarro?

E essa indolência ao cruzar as pernas, segurando o joelho com a mão?

Esse riso aberto diante de tolices minhas?

Não se constituem em qualidades suas. Nem atributos.

São apenas você sendo...E eu olhando...

Ou ímãs que atraem só o meu diferenciado querer.

Meu querer que quer só você. Que separou você do resto.

E o resto ficou amorfo sem seu influxo.

Concluo que amar é criar um deus particular.

Um deus de barro, de arenosa substância.

Mas que traz o necessário de viver.

Pois que viver requer pouca matéria.

Um corpo vive de seu exato volume no espaço.

Não pede mais que isso.

O que sobra da corporeidade escapa em sonhos e sopros.

Quero você mais rente. Interpenetrando meu espaço físico.

Olhar você sem distância.

Não tenho resposta para o conceito de amor.

Sei apenas do seu franzir de olhos, seu cruzar de pernas, seu riso solto.

Conheço um deus frágil que me diviniza.

Não sei do amor, sei do ser amado.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 09h49 [   ] [ envie esta mensagem ]




Insights

 

 

 

Em plena luz do sol, seu corpo se estica até as pontas dos pés, na cadeira de lona. O livro na mão é vício. Na falta de companhia de gente, serve a de papel. Não vai ler.  Os olhos vendados com óculos, que interceptam a claridade. A pele esquenta, as idéias também. Fica ereta, cheia de contorcionismos mentais.

A superfície azul da piscina arrepia-se de manso para avisar do vento. Então, é brisa. Que é filha caçula do vento. Onde começa a vida do vento? No ar em movimento. Mas, quem movimenta o ar? A diferença de temperatura?

Aperta os olhos e enxerga um negrume com um pontinho luminoso. A visão detrás das pálpebras seria a paisagem distorcida?  Ela se vê a si mesma no avesso? Tolices. O sangue a latejar nas têmporas. Insolação começa assim. O sol penetra a epiderme e o frágil poder do organismo sofre as conseqüências da queimadura. Se ficar ali, exposta, será consumida pelo braseiro solar. E virar cinzas.

A quanta miudeza se deve atentar por causa de um invólucro, chamado corpo. Tantos cuidados, zelos, atenções.

A inocente água, ali na piscina, pode liquidar um vivente, em questão de minutos, segundos.

Pensando nessas sinuosidades, levantou-se e, num impulso, mergulhou na piscina tépida. Deu braçadas, no fundo mesmo, e tentou segurar o fôlego até o máximo.

Voltou à tona, provando a desesperada sensação de que poderia estar no limite entre a vida e a morte. Tudo se resumia em segundos. A separação dos extremos a fez ganhar a consciência fugidia de estar viva.

Deitou-se novamente ao sol. No arrepio das gotinhas que lhe escorriam na pele, agora ficou sem pensamento. Permaneceu ali, respirando, organicamente, vivendo o palpável da corporeidade e a inenarrável alegria de existir ao sol.

A amiga achegou-se. Estendeu a toalha e olhou-lhe o rosto ainda sorridente.

Perguntou-lhe brejeiramente sobre a causa do riso.

Ela, gracejando, contou-lhe que escapara da morte, por um triz...

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 14h59 [   ] [ envie esta mensagem ]




 

Queridos amigos. Queria agradecer, penhoradamente, a consideração, o carinho e a atenção de todos vocês.

Estive assoberbada com contratempos de toda ordem, por esse tempo de ausência. Não tenho acessado o computador, pela total falta de tempo e de tranqüilidade de espírito.

Gostaria de desculpar-me com todos.

Mas, aos poucos, livre das preocupações mais prementes, voltarei à normalidade da nossa convivência, que tanto prezo.

Estarei retornando, e revendo cada um de vocês.

Com toda a saudade.

Meu abraço afetuoso.

 

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 20h33 [   ] [ envie esta mensagem ]




RECEBI ESSE PRÊMIO DE DUAS AMIGAS QUERIDAS: ADELAIDE E KARINE.

AGRADEÇO A AMBAS COM ENORME ALEGRIA.

QUERO ENVOLVÊ-LAS NUM ABRAÇO CHEIO DE CARINHO E RECONHECIMENTO.

DORA VILELA.



 Escrito por Dora Vilela �s 19h37 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para a Ádina, minha amiga "virginiana" que aniversaria!!!!

ANSEIO

 

que é feito de você?

onde está o resto seu?

só fiquei com aquele pouco

feito de sussurros, mais do que sons,

aqueles gestos, muito mais do que mãos,

as sombras delineantes,

as formas cálidas,

os tons, muito mais do que as cores...

fiquei com a fugacidade,

como a tênue luz do crepúsculo,

permaneci com os sobejos,

guardei os papéis dos bilhetes,

marquei as dobras dos lençóis,

engarrafei o perfume dos suores

tenho as flores secas nas mãos

e o contorno do seu rosto

sinto tudo a querer se diluir,

e, contudo, é sua essência...

Tenho o pouco que é tudo,

mas, quero o resto, que é você.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 09h13 [   ] [ envie esta mensagem ]




 

                                      O Velho

Jogou fora o cigarro de palha, com um piparote. Fazia gestos vivazes com a memória ritualística da vida toda.

Era velho, à sua revelia. Ainda ouvia, lá do passado, o arrastar dos chinelos do pai, que o faria engolir o maldito embrulhinho de fogo.

Gostava até hoje de fumar, pela manhãzinha, depois do café forte e escaldante, pelando a parte interna dos lábios, provando devagarinho o sabor do nascer do dia.

Depois, lentamente, descascava o fumo, com o antigo canivete, enrolava na palha, bem fininho, fazendo o rolo sempre igual.

E com o pensamento longe, tirava as primeiras baforadas fundas, soprando a fumaça odorosa para cima.

Esta era sua preciosa parte do dia, não tendo que compartilhar com ninguém o pequeno prazer. Seguindo os rolos de fumaça, que se desfaziam no ar, gastava as idéias bobamente, lembrando-se do pai que lhe dissera aquelas tolices acerca do cigarro.

O pai morrera prematuramente e ele, com vício de fumante e tudo, lá estava, tão idoso e longevo, com pigarro na garganta e momentos plenos de vida já gozados.

Com lentidão trêmula, ergueu-se do banco e espiou se a senhora que cuidava da casa andava por perto.

Chamou-a, com irritação na voz, porque não suportava aquela presença estranha e imposta à força pelos filhos. Não se sentia livre dentro da própria casa, com aquela mulher, alheia ao seu mundo, a mexer nas suas coisas, nos seus pertences.

Coisa mais sem propósito, alguém entrar no seu quarto, abrir cortinas, escancarar janelas, reclamando entredentes do cheiro do fumo. Falta de respeito, de pudor, uma estranha arranjar seus lençóis e travesseiros, sacudir cobertores, espalhando pelo ar seus segredos noturnos e sua sudorese íntima.

Não fosse aquela maldita escada da frente da casa, colocaria  a estranha para fora. Mas precisava de alguém, para buscar o fumo no armazém, o jornal e o café.

Estava rabugento, porém lúcido, tirando-se as pequenas falhas de memória.

E a desgraçada da velha bem que estava escondendo dele os rolos de fumo, a mando dos filhos.

Entretanto, havia a gaveta, com fundo falso, seu abençoado esconderijo, onde acumulava avaramente os restos dos cigarros, no caso de emergência.

Ela já havia passado mesmo dos limites de sua tolerância de velho. Sempre fora pacato, de bons modos, de índole calma, porém exigia respeito para com seus hábitos. O ser humano tem lá suas necessidades, ora.

Desafiara o pai, desafiara a medicina e a vida. Não era uma mulher à toa que iria impedi-lo de sonhar ainda.

Pensando e resmungando baixinho, dirigiu-se à gaveta. Abriu-a , retirou o fundo e, com estupefação, encontrou tudo vazio.

Ficou zonzo, a cabeça girando de raiva, os olhos arregalados de rancor.

Andou uns passos pelo quarto, com as mãos trêmulas, respirou fundo e dirigiu-se para a escada. Chamou a empregada com voz alterada e esperou.

Pediu-lhe, com contida moderação, que descesse para certificar-se se alguém batera à porta.

Quando ela, de maus modos, passou por ele, empurrou-a com toda sua força de velho, escada abaixo.

A outra se desequilibrou, rolando com estrondo os degraus, quedando-se no solo, muda, sem um gemido, o pescoço deslocado.

Ele olhou-a por algum tempo, esfregou as mãos e, num riso moleque, dirigiu-se ao quarto para continuar a vasculhá-lo, na busca do fumo.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 20h23 [   ] [ envie esta mensagem ]




Berço

 

 

Vale do Paraíba,

meu palco velho conhecido,

suas montanhas me viram nascer,

embalaram-me em seu ventre verdejante

 

cresci na proteção paterna,

e no abraço destas montanhas

nas águas do Rio Paraíba

aprendi outros rios do mundo

 

antecedem-me as histórias

do ciclo do café, das arcaicas fazendas,

dos coronéis poderosos

criadores de gado e de lendas

 

minhas heranças genéticas,

portadoras das glórias passadas,

carregam também as senzalas

e os lamentos do sangue mesclado

 

como este vale das minhas lembranças,

exibo sempre este jeito ondulado,

um rio correndo em mim

do relevo que me moldou.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 16h16 [   ] [ envie esta mensagem ]




Olá, amigos! Desculpem-me minha pequena ausência.

Deixo-lhes um poema e logo estarei aqui, inteira, para conversarmos nos comentários.

Sofisma

 

 

 

sou o que me falta

e ao perseguir carências

defino meus caminhos

 

premida por tantas fomes

a garganta ressequida

das águas que não bebi

 

me aferro, sôfrega,

ao universo escuro,

_meu cofre inexplorado_

onde os desejos me consomem

 

parca e conformada

nos passos calmos

 

meu vôo, entanto,

é de atingir abastanças

 

na tensão entre os opostos

não completo meu vazio

e por isso sou,

_sempre o soube_

 

sou o que me falta.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 11h18 [   ] [ envie esta mensagem ]




 

Monotonia

 

 

A manhã parece calma

e, na verdade, o é

de tão calma e sem repentes,

retrata o que me desmancha,

me torna mansa e omissa

 

na mesmice vagarosa,

na pequenez que me envolve,

essa manhã só me mostra

o confuso do meu ser

 

a mesma janela aberta

para um idêntico dia

para um moroso passar

que anda do nada ao nada

 

a manhã se desenrola,

evoluindo em clarões,

meu viver se agarra nela

e se compassa de leve

 

ela se estende na noite,

fico pasma, por notar,

na mesma janela aberta,

enquanto eu me perco na bruma,

a manhã virou luar.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 10h17 [   ] [ envie esta mensagem ]




Gratidão

 

meu amigo, meu irmão,

que vê tão longe,

tão fundo e tão largo!

sou teu igual, sou teu sangue,

tua matéria,

e o olhar tão outro!

enxergo perto, enxergo aqui,

no mesquinho do sujeito

 

onde encontrar tua grandeza?

igualar teu horizonte?

saber tua direção?

 

abranges a imensidão

com o diminuto que olhas,

eu só vejo o cisco

do meu próprio olho

 

teu coração é amplo

de movimento ondulatório

sabes do ontem e do amanhã

porque adivinhas

que o hoje não existe

 

meu amigo admirável,

só percebo o meu "agora"

e me agarro nesta ilusão

 

és poeta, meu irmão,

e não te posso acompanhar

com minha vesga visão

mas, se tropeço,

és meu cajado,

e te devo

minha vida

e minha salvação

 

não te invejo,

não te imito,

só te sigo,

e te persigo,

e te bendigo.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 09h42 [   ] [ envie esta mensagem ]







PRESENTE

 

veio do mar, na brisa da manhã,

me trouxe a maresia,

o sol, a nudez, a melodia,

chegou de surpresa,

fez-se aparição,

moldou-se em fantasia

 

com o mar, trouxe o abismo,

trouxe um corpo de sal,

um olhar verde de algas

e um falar de onda macia

 

aportou no meu cais,

contou lendas de piratas,

encantou-me com poesia

apontou-me o pôr-do-sol,

ensinou-me pescaria,

 

me arranjou bancos de areia,

me mostrou conchas vazias,

me prendeu na sua rede,

me ofertou um bracelete,

me levou em companhia

 

sem saber o que fazia,

me tornei aquosa e fria,

no doce balanço do mar,

no vento, na calmaria

 

mas, o ar frio da noite

dissolveu sua energia,

meu fantasma tão vivente

se perdeu leve na bruma...

 

só, sozinha,entontecida,

entre-sonhando olhei as mãos,

que, no esforço da partida,

apertavam incrédulas

um bracelete de pérolas.

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 16h36 [   ] [ envie esta mensagem ]




Respondendo ao Meme que ganhei da Crys e da Karine:

 

DESCREVA-SE:

 

Sou um paradoxo para mim.

Amo as pessoas mas abomino multidões e adoro a solidão.

Exagero nas manifestações de sentimentos: choro muito e rio demais. Porém, na escrita, mantenho-me contida e até reservada.

Sou agitadíssima, ansiosa e impaciente. No entanto, sei ficar horas imóvel e reflexiva, diante de uma leitura, escrevendo ou ouvindo música.

 

O QUE AS PESSOAS ACHAM DE VOCÊ?

 

Há divergências...rs Penso que a maioria me julga extrovertida, alegre, expansiva, bem-humorada e de bem com a vida.

Mas, há os que me acham séria demais, explosiva, às vezes, “brava” e crítica.

 

DESCREVA O ATUAL RELACIONAMENTO:

 

Meu relacionamento atual é meu repouso, minha paz e meu caminho até mim mesma.

 

DESCREVA A ÚLTIMA RELAÇÃO:

 

É a relação que se tornou “ATUAL”.

 

ONDE QUERIA ESTAR AGORA?

 

Aqui mesmo, ou em qualquer lugar em que estivessem minhas pessoas queridas.

 

O QUE PENSA SOBRE O AMOR?

 

Penso como Santo Agostinho: “Ama e faze o que quiseres”. Penso que o Amor é tudo o que liberta, constrói e cria. Amor é o que faz, pois, eu me sentir livre e preferida. Ele é  capaz de preencher meu percurso de vida.

 

COMO É SUA VIDA?

 

É uma vida comum, com muitos momentos difíceis.  Mas, como disse antes, o Amor que me rodeia a torna leve, especial e rica.

 

SE TIVESSE DIREITO A APENAS UM DESEJO:

 

Nesse atual momento, eu só sei plagiar o Zeca: ter saúde física e mental.

 

UMA FRASE SÁBIA:

 

Para mim: Quero a vida, vivida sem pressa.

 

UMA FRASE PARA OS PRÓXIMOS:

“A neve e a tempestade matam as flores, mas nada podem contra as sementes” .(Khalil Gibran).

 

INDICAÇÕES:

 

Deixo a quem quiser esse Meme. A todos, e a cada um dos amigos blogueiros.

 

E envio meu beijo e meu agradecimento  para  Crys e Karine, por me escolherem.

 

 

Dora Vilela



 Escrito por Dora Vilela �s 13h40 [   ] [ envie esta mensagem ]







 
 
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